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Indústria de fundos de investimento encerra 2025 com captação líquida positiva, mas inferior a 2024

A indústria de fundos de investimento brasileira encerrou 2025 com captação líquida positiva acumulada de R$ 88,4 bilhões, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O montante ficou abaixo do registrado em 2024, quando as entradas somaram R$ 123,6 bilhões. No período, o patrimônio líquido da indústria alcançou R$ 10,7 trilhões, representando um crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

Os fundos de renda fixa lideraram a captação, com entradas líquidas acumuladas de R$ 84,3 bilhões. “Mais uma vez, os fundos de renda fixa foram a locomotiva da indústria, com os investidores buscando retornos adicionais ao CDI nos fundos de crédito privado. Esse cenário tende a se manter em 2026, considerando o nível ainda elevado dos juros e uma postura mais prudente dos investidores em um ano eleitoral”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Na sequência, os maiores volumes de entradas líquidas foram registrados pelos FIPs (Fundos de Investimento em Participações), com R$ 60,1 bilhões, e pelos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com R$ 57,6 bilhões. Os Fundos de Índice aparecem logo depois, com captação líquida de R$ 22,9 bilhões — a maior desde o início da série histórica da Anbima, em 2002.

Julya Wellisch, diretora da Anbima, destaca a relevância dos fundos estruturados para o desempenho do setor. “Depois dos fundos de renda fixa, FIPs e FIDCs apresentaram os melhores resultados, o que reforça o papel desses produtos como importantes financiadores da economia real e como destino de uma parcela crescente dos recursos dos investidores”, afirma. Em 2025, o número de contas de investidores em FIDCs passou de 172,2 mil em janeiro para 331,4 mil em dezembro, uma alta de 92,5%. Já entre os FIPs o crescimento foi de 23,4%.

Na ponta negativa, os fundos multimercados apresentaram o maior volume de resgates líquidos da indústria em 2025, com saídas acumuladas de R$ 58,9 bilhões. Ainda assim, o valor é significativamente inferior ao observado em 2024, quando os resgates somaram R$ 349,1 bilhões, sinalizando uma desaceleração das retiradas nessa categoria.

Os fundos de ações, por sua vez, registraram saídas líquidas de R$ 54,5 bilhões, ante R$ 16,3 bilhões no ano anterior. Depois dos fundos de ações fechados, os do tipo ações livre, que não precisam seguir uma estratégia específica, foram o que mais contribuíram negativamente para a captação da categoria.

 

Com base em matéria publicada pela Anbima.